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Jean Paul Jacob e suas idéias a respeito do futuro

O Globo
Cora Rónai
Agosto 2000
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stylized Jean Paul Jacob

CAPA - O Grande Guru

Cora Rónai

Não é todo dia que a gente tem uma sorte dessas: uma tarde praticamente inteira do GG (Grande Guru) favorito da comunidade, só para o Info etc.! Houve grande júbilo na equipe quando soubemos que ele estaria em São Paulo e conversaria conosco, mas logo criou-se um problema: quem iria entrevistá-lo? Ninguém queria abrir mão da oportunidade. Jean-Paul não é "apenas" o cientista brasileiro mais conhecido e respeitado da área, é também um showman sensacional, o sonho de qualquer um que goste de tecnologia e de um bom papo. Isso, claro, todo mundo sabe. O que muita gente ignora é que, além disso tudo, ele é uma pessoa extraordinária, e um amigo engraçado, gentil e carinhoso.

Como somos todos de paz, atribuímos a Missão Oficial ao B. Piropo - e fomos junto para aproveitar a presença do nosso GG. Piropo e os dois Andrés, o Machado e o Gurgel, começaram os trabalhos rigorosamente no horário; quando cheguei, senti que faltava apenas um certo caos, uma linha... digamos, randômica? de raciocínio, e tratei de suprir a lacuna. Mais tarde, ao nos despedirmos, Jean-Paul me abraçou e disse: "Olha, Cora, você fez de mim o que eu sou hoje..." Antes que eu pudesse pensar numa resposta, ele completou: "Um homem esquecido! O Info etc. nunca mais falou de mim..." Não seja por isso, Jean-Paul, não seja por isso.


Página 6 - "Os computadores não têm importância"

"Os computadores não têm importância"

Importante mesmo, para o nosso GG (Grande Guru), é a computação, cada vez mais presente e fundamental. Num campo onde o Brasil tradicionalmente anda a reboque dos EUA, Jean-Paul Jacob inverteu os termos da equação e se projetou mundialmente como cientista, pesquisador e gerente de projetos num dos mais importantes centros de pesquisa da IBM, o de Almaden, no coração do vale do silício. Semana passada esteve no Brasil, para a Comdex SP, e me coube a tarefa de entrevistá-lo. Seu bom humor e brilho intelectual, aliados a um entusiasmo juvenil por seu trabalho, subverteram totalmente a entrevista, da qual participaram também os Andrés (Machado e Gurgel). Ela começou como uma conversa entre amigos, evoluiu para uma acalorada discussão sobre tecnologia e, com a chegada da Cora Rónai, terminou, enfim, na mais completa anarquia. Com algum esforço para pôr ordem no caos, resumi alguns trechos; aqui vai o resumo da minha missão. Missão? Disse-o mal: entrevistar Jean-Paul não é uma missão, é um privilégio.


ENTREVISTA

Como foi que você, um cientista brasileiro, se envolveu com pesquisas avançadas na IBM?

JEAN-PAUL JACOB: Eu me formei em 1959 no ITA, em S. José dos Campos, onde aprendi a ter um grande respeito por ciência e tecnologia. Naquela época o ITA reunia uma equipe formidável de cientistas que nos ensinou que a tecnologia é uma ferramenta excepcional para o bem, e que deveríamos nos dedicar à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para beneficiar a humanidade. Mas logo que me formei percebi que, no Brasil, ser cientista era uma profissão muito mal remunerada. Por isso fui para o exterior, onde esperava que a situação fosse melhor. Trabalhei durante algum tempo como pesquisador, primeiro na França, depois na Holanda, até receber um convite para me juntar a uma equipe da IBM que pesquisava métodos de automação de aciaria na Suécia, um projeto que requeria conhecimentos avançados de matemática para gerar um modelo matemático do processo. Isso foi em 1961.

Foi então que você se envolveu com informática ou sua especialidade já era esta?

J-PJ: Bem, naquele tempo ainda não existia essa palavra e os computadores eram todos analógicos. Eu fui para a Suécia, onde todas as simulações eram feitas com computadores analógicos que resolviam dez equações diferenciais simultâneas. Para fazer o mesmo, os computadores digitais daquela época levariam 163 anos e eu não tinha tempo para esperar tanto. Então eu diria que a minha especialidade era eletrônica e eu a usava para fazer cálculos. Mas era a eletrônica analógica.

Aliás, muita gente prevê o retorno à computação analógica. Na verdade, a aplicação da lei de Moore indica que a possibilidade de se aumentar o poder de processamento dos computadores digitais deverá se esgotar por volta de 2020, quando as necessidades computacionais da humanidade de longe não estarão satisfeitas (N.R.: J-PJ refere-se à lei estabelecida por Gordon Moore, que afirma que o poder computacional dos microprocessadores dobra a cada dezoito meses). Nós teremos então que entrar na área de computadores biológicos ou computadores quânticos, e no fundo todas essas tecnologias são muito semelhantes às analógicas do passado.

Mas voltando ao assunto: enquanto eu trabalhava na Suécia, já com a IBM, a NASA anunciou um projeto para o primeiro estudo de uma estação espacial. Isso porque os médicos de então diziam que o ser humano não poderia sobreviver fora da atração da gravidade e, se tentasse, os órgãos vitais seriam expelidos pelos diversos orifícios do corpo. O objetivo do projeto era a simulação de uma estação espacial que gerasse gravidade usando a força centrífuga, e a equipe da IBM que trabalhava no projeto da aciaria era de longe a mais experiente em simulações. Eu aceitei o convite para participar do projeto e cheguei à Califórnia no começo de 1962.

Então você viveu os anos dourados na Califórnia?

J-PJ: Vivi. E foi melhor do que você pensa: não apenas na Califórnia, mas em Berkeley, o berço do movimento "free speech". Do qual eu participei, fui preso e tudo o mais. Mas o fato é que esse convite atrapalhou meu plano de vida, que era aprender vinte línguas em vinte anos, vivendo um ano em cada país: comecei na França, passei para a Holanda, fui para a Suécia e pretendia prosseguir na Califórnia porque o projeto da NASA tinha a duração prevista de um ano. De lá queria ir para o Japão. Me preparei para isso escrevendo, a convite do governo japonês, um livro sobre minha especialidade de então, controle. O livro chamava-se "Curriculum and Methods in Control and Systems Engineering". Você reparou que as iniciais formam a palavra CAMICASE? Mas o que me fez desistir de ir para o Japão foi um complexo que eu desenvolvi. Porque descobri que todo o mundo que me cercava era muito melhor que eu.

Mesmo sendo formado pelo ITA e tendo feito um mestrado em engenharia aeronáutica na época em que vivi na França, aqueles pesquisadores conheciam ciência, tecnologia e matemática muito mais do que eu. E senti uma vontade extremamente forte de aprender essas matérias até um nível que se aproximasse do deles. Descobri que o que me faltava era um doutorado. Como fui indicado por eles, todos cientistas e de muito prestígio, Berkeley me aceitou sem restrições. Então, fiz um doutorado duplo, em ciências e em matemática. E fiz em um tempo recorde: dois anos e meio, um dos mais rápidos de Berkeley.Isso porque os caras que me cercavam e orientavam tinham padrões muito mais altos do que os dos demais professores de Berkeley.

Esse doutorado foi desenvolvido, como eu já disse, nos anos do "free speech", uma época em que comecei a me apaixonar por outras coisas, inclusive jogo de bridge. Muitos dos protestos organizados pelos participantes do movimento consistiam em sentar à porta de prédios públicos para impedir a entrada das pessoas. E, enquanto lá sentávamos, jogávamos bridge. Eu participava nem tanto por convicção, mas porque gostava muito de jogar bridge. Numa dessas ocasiões, chegou a polícia e nos deu cinco minutos para nos dispersarmos, ou seríamos presos. Como eu estava num contrato de bridge muito sério, um contrato de "três sem trunfo" que queria terminar, acabei demorando mais de cinco minutos, e fomos todos presos.

O fato é que, quando saí de Berkeley com meu doutorado, acabei desistindo de ir para o Japão, e aceitei o convite para trabalhar na IBM, onde estou até hoje. Com uma única interrupção mais longa, em 1969, quando o governo decidiu trazer de volta para o Brasil cientistas brasileiros que trabalhavam no exterior, prometendo estimular seu trabalho. Eu voltei com um escritório na Escola Politécnica de São Paulo, fui professor do ITA e criei na UFRJ um Departamento de sistemas, já que na época ainda não se usava a palavra "informática". Embora tenha valido a pena porque conheci muita gente interessante e muitos de meus alunos de então agora são professores, a coisa não deu certo e acabei voltando para a Califórnia em 71. São, portanto, 38 anos de IBM.

E hoje, qual é sua função na empresa?

J-PJ: A resposta é complexa... O campo ao qual me dedico é um campo para jovens. Da mesma maneira que durante meu doutorado dei crédito às pessoas que me cercavam e que sabiam muito mais do que eu, acho que as pessoas cada vez aprendem mais em menos tempo, aprendem coisas diferentes, que são úteis. Então, hoje, eu não faço mais pesquisas. Não tenho mais cabeça para fazer pesquisas.

O que tenho é experiência para aglutinar, extrapolar o que outras pessoas fazem. Minha função na IBM, hoje, é gerenciar projetos de pesquisas conjuntas com universidades, principalmente com a Universidade da Califórnia em Berkeley, onde tenho o título de professor, embora já não lecione desde 1995. Em suma: eu gerencio projetos de pesquisas. E é a visão que tenho do que será o futuro, e em que campos se devem fazer as pesquisas - uma visão respeitada tanto pela IBM quanto pela universidade - que me permite garantir o emprego. Mas, brincando, costumo dizer que no ano de 2003 voltarei a ensinar e o título do curso será "Computer Higiene", ou higiene de computadores. Ele ensinará os hábitos que se devem manter para garantir que o computador não adquira vírus, doenças, etc.

Acho que, apesar do título jocoso, sempre haverá algo de sério nisso, porque hoje as pessoas deixam seus computadores serem invadidos por vírus, assim como deixam sua privacidade ser invadida, quando bastariam pequenos cuidados para evitar isso - da mesma forma que os hábitos de higiene bucal evitam que se tenha cáries.

Mas, voltando ao assunto: você então é o elo entre a IBM e as universidades?

J-PJ: Sou um dos elos. Eu represento o laboratório de Almaden, da IBM, um dos três laboratórios de pesquisas nos Estados Unidos e um dos oito no mundo. Porque pouca gente sabe, mas hoje a IBM faz mais pesquisas fora dos EUA que nos EUA.

No início dos anos 80 falava-se muito em inteligência artificial e muita coisa foi feita nessa área. Hoje, não se ouve mais falar dela. Sobrou alguma coisa de útil daquelas pesquisas?

J-PJ: O problema foi cultural. Havia uma onda, alimentada por certas pessoas, que os computadores de quinta geração - era esse o termo que usavam - dominariam o mundo graças à inteligência artificial. Eu me lembro de haver lido uma entrevista em 1985 onde uma especialista no assunto dizia que, em cinco anos, 90% do processamento de dados seria feito por inteligência artificial. Isso foi um exagero comum, que criou grandes expectativas. Ora, quando se cria expectativas exageradas e elas não são satisfeitas, há o efeito inverso: a queda.

Por isso o campo da inteligência artificial entrou em declínio muito rapidamente, e nos anos 90 a expressão passou a ser quase um palavrão. Mas muitas das técnicas de inteligência artificial são utilizadas até hoje. Um bom exemplo é o campo de "data mining". Como se diz isso em português?

Dizem "data mining", mesmo. Estão liquidando o idioma. Mas isso é um outro problema.

J-PJ: É verdade. Isso é fruto dessa nossa mania de copiar todo mundo. Eu continuo chamando "sítio" na Internet de "sítio" na Internet, mas não tenho tido grande sucesso. Se você também passar a chamar, pode ser que respeitem...

J-PJ: Pois farei isso com muito prazer, porque eu acho horrível isso de usar palavras em inglês para tudo. E o conceito de "sítio" é muito bom. Sítio, local onde estão as informações. Mas, voltando ao assunto: as técnicas de inteligência artificial são usadas em "data mining" e em uma outra área, que chamamos de "agentes inteligentes", e que é uma coisa muito importante. No meu modelo de mundo, os computadores de escritório ou laptops que temos hoje desaparecerão e algo chamado "pervasive computing" surgirá explosivamente, nos próximos três anos. Nós vamos acessar computadores em relógios, em "palm pilots", em telefones celulares, em óculos, no carro, na geladeira, e eu poderia listar mais trezentas coisas como essas. Nesse conceito do mundo, o que é preciso são agentes que peguem informações que estão no sítio do provedor e adaptem seu conteúdo ao objeto que você está usando para acessar esse sítio. E esses agentes usarão muitas das técnicas da inteligência artificial.

Ou seja: o campo foi condenado porque usamos muito o nome, prometemos muito e não cumprimos. Mas muitas das técnicas estão em uso.

Há algumas semanas tomei conhecimento de um projeto desenvolvido em parceria com a IBM chamado "Pervasive Digital Employee". Seria algo neste campo?

J-PJ: A palavra "pervasive" resume uma das três estratégias básicas da IBM, possivelmente a mais importante. É uma coisa que as pessoas geralmente não entendem. As outras duas são mais fáceis de entender. Mas eu acredito que nosso futuro está baseado em "pervasive computing". As três linhas básicas de pesquisa da IBM são "pervasive computing", "e-business" e algo chamado "deep computing". Reparem que duas delas contêm a palavra "computing". E se você for à minha home-page www.almaden.ibm.com/cs/informatics e consultar um resumo de minhas idéias para o futuro que lá está, encontrará logo na primeira linha uma frase, a mesma que escrevo nas lousas quando dou conferências - e é, em geral, a única coisa que eu escrevo - que é: "forget computers, remember computing", esqueça-se dos computadores, lembre-se da computação.

Em outras palavras: a era do PC já era. O dispositivo com o qual nós vamos acessar a informação não é importante, o importante é o que nós vamos fazer com ela. Todos esses dispositivos farão computação em um nível bastante elementar, computação rasa, sem grande profundidade.


Página 7 - Supercomputador da IBM irá ao centro das proteínas

Debate em Los Angeles fará previsões sobre 2020

A seguir, outros trechos da entrevista de Jean-Paul Jacob a B. Piropo durante a Comdex 2000, em São Paulo:

DEEP COMPUTING: "Em contrapartida à computação rasa está a ‘deep computing’, uma estratégia da IBM. Há cerca de um mês e meio ela anunciou o projeto de um supercomputador chamado Blue Gene, com o objetivo de fazer a ‘dobragem’ de proteínas, por exemplo, ou previsão meteorológica. E, semana passada, anunciou a criação de uma divisão chamada Life Sciences, em que já investiu US$ 100 milhões, mas que arrecadará bilhões trabalhando, entre outras coisas, com a indústria farmacêutica."

"Por que as proteínas representam um problema tão complexo? Uma proteína é uma estrutura linear formada pelo encadeamento de aminoácidos. Existem 20 aminoácidos possíveis para formar proteínas. Uma molécula de proteína pode ser formada por uma seqüência de até mil desses aminoácidos. O que o projeto Genoma nos promete - ainda não entregou, mas está perto - é simplesmente a determinação da ordem do encadeamento dos aminoácidos que formam certas proteínas, como as responsáveis por algumas doenças. Apenas saber essa ordem, porém, raramente nos diz o que faz essa proteína, ou como se interfere no organismo de um ser vivo que necessita reconstituí-la. Acontece que imediatamente depois de formada no interior de um organismo, a cadeia de aminoácidos que forma a proteína se dobra em forma de um novelo, e alguns aminoácidos da cadeia se ligam a outros no interior do emaranhado. Essas ligações é que precisamos conhecer para gerar uma proteína capaz de curar o câncer, digamos, ou aumentar a longevidade das pessoas. A questão da ‘dobragem de proteínas’ consiste em determinar essas ligações, e exige cálculos em nível atômico."

"Embora o Blue Gene venha a ser mil vezes mais poderoso do que qualquer coisa que tenhamos hoje, ainda assim levará um ano para dobrar uma proteína... e o corpo humano tem pelo menos 50 mil proteínas, talvez cem mil! Então surge a questão importante: quando, enfim, poderemos dobrar todas essas proteínas, por exemplo, ou resolver outros problemas que requerem tremendo poder computacional, como ‘data mining’ e previsão do tempo? Se estudarmos a lei de Moore e todas as pesquisas sobre microchips atualmente feitas nos laboratórios, vamos concluir que ela pode ser estendida até 2020. Alguns dizem 2005, 2010, mas eu acredito que vá até 2020."

PRÓXIMOS 20 ANOS: "Estou participando, na semana que vem (esta semana) de um evento que discute a tecnologia do futuro. Chama-se ‘The next 20 years’, e está sendo levado tão a sério pela comunidade científica que o moderador é um cientista de primeiríssima linha, Dan Farber. O organizador é Paul Saffo, diretor do Institute for the Future, na Califórnia. Você encontrará mais informações no sítio www.next20years.com. O objetivo é reunir os cientistas que chefiam os grandes institutos de pesquisa para debater e tentar vislumbrar o que serão os próximos 20 anos e, conseqüentemente, como estará o mundo em 2020, mas não necessariamente na área de informática. Este encontro acontece em quatro etapas divididas em quatro cidades, São Francisco, Los Angeles, Nova York e Londres. Dois deles já aconteceram, em Nova York e São Francisco."

"Eu vou participar do de Los Angeles, que será realizado na próxima quarta-feira; o de Londres será no dia 3 de outubro. Em cada cidade o evento aborda um tema. O de Los Angeles é entretenimento, mas a agenda não é fechada e pode-se falar de outras coisas. Durante cada evento, três pessoas apresentam suas previsões para o futuro - muito rápidas: são dez minutos para cada um - e depois as discutem com o público. E é um público de três mil pessoas, quase todas muito bem informadas, que pagam para ir a esse encontro, além de 40 jornalistas convidados. Todos fazem perguntas muito difíceis.

O curioso é que uma das perguntas mais freqüentes é quando nós poderemos ter esperanças de viver mais, de120 a 150 anos. Essa é talvez a pergunta que mais interessa às pessoas. Mas eu, particularmente, acho que melhor do que prolongar a vida seria melhorar a qualidade de vida."


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[an error occurred while processing this directive] Última atualização: 07/21/2011
Jean Paul Jacob: jacob@almaden.ibm.com

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